quinta-feira, 27 de novembro de 2014

23 de Setembro de 2014

O dia começou bem cedo. Aliás, eu mal dormi com a ansiedade de te ver finalmente chegar ao nosso  mundo. E o papá tirou uma foto na última noite em casa, contigo dentro da barriga da mamã! 



Levantei toda a gente às 7h20. Tiramos as últimas fotos da barriguinha, mesmo à saída de casa! A tua mana estava extremamente ansiosa, e fomos deixá-la a casa do avô Nando, para ele a levar à escola. 

Cá ficam algumas das fotos... 






Com o trânsito e muitas fotos depois, chegamos ao Hospital S. João, Urgência de Obstetrícia (4º piso), às 8h45. 

Passado alguns minutos chegam mais duas mamãs, também para indução. E como neste país tudo é extremamente pontual, só às 10h30 é que nos chamaram. Fomos as três para o quarto da indução, enquanto o teu papá foi tratar dos papéis para estar lá como acompanhante. 

Aqui estão fotos da cama e do quarto onde eu fiquei. 






Às 11h30 o médico chamou, fez um "toque", viu que ainda estava muito atrasado, e informou-me que, como já no passado a indução intravenosa não funcionou, que iam dar outra forma de indução, um gel colocado diretamente na vagina, que supostamente ia ajudar a acelerar o processo. 

A verdade é que eu  não sentia qualquer dor, nem as águas rebentaram. 

À hora do almoço oo teu papá foi almoçar com os pais dele ao Norteshoping, e ainda me trouxe um pequeno miminho, um dos meus bolos preferidos, um eclair de chocolate crocante da Leitaria da Quinta do Paço. 

Acho que o meu orgulho conseguia superar o meu sorriso de orelha a orelha! :D 

E  ao início da tarde comecei a sentir as primeiras contracções, muitos levezinhas, e comecei a maratona de fazer o corredor a pé. Aquilo é um corredor em forma de L, e devo ter circulado umas 100 vezes ao longo da tarde. Mas as horas iam passando, as contracções pararam apartir das 5h da tarde... e nada de avançar. 



Várias vezes punham as cintas, ou CTG, que é uma forma de ver as contracções e o coração do bebé. Eu ficava feliz porque ia ouvindo o teu coraçãozinho a bater compassado.


E assim estava o tempo lá fora. Um dia nublado, mas sem chuva!

Às 20h disseram-nos que o papá ia ter de sair, com os restantes visitantes. Foi um balde de água fria, porque pensávamos que ele poderia ficar até à hora que quisesse. Afinal só podem ficar os pais se as mães já estiverem no bloco de partos. E como eu não saía da indução, ele teria de ir embora. E lá foi para casa, um pouco contrariado, não sem antes me obrigar a prometer várias vezes que lhe ligava imediatamente mal começasse a ter dores para ele vir a correr para o Hospital. 

E a noite foi tranquila, entre mil msgs de telemóvel trocadas entre mim e o teu papá, e conversas com as mamãs das camas do lado. Estão à espera de um Diogo e uma Matilde. Vamos ver se te fazem companhia no dia 24. 

Consegui dormitar um bocadinho, entre cintas e idas ao wc. Nada de dores, não perdi o rolhão mucoso, as águas não rebentaram. Só a ansiedade reina aqui!